terça-feira, 26 de outubro de 2010

the start of amazing men

Hoje Mr. Kowalski esta, e assim ficara, mais confortavel em seu novo lar. Compartilho esse espaco tambem com o mais novo membro da minha (in)consciencia, o garoto malvado da coca. Ele tambem tem coracao e olhos de pedra, rara excecao feita devido aos seus olhos azuis. Eu nunca gostei de homem com olho claro, nao me passa confianca, mas Tommy me mostrou que clareza tambem pode ser empatica. Gostaria de deixar outra coisa clara, aqui nao iras encontrar nada de informativo ou, sendo assim, extremamente construtivo aqueles que veem na superficie do espelho. Me encanta o sexo oposto, obviamente, me encantam suas maneiras distintas e febris de pensar e agir. Divirto- me observando o comportamento masculino: o processamento de informacoes, o raciocinio raro e a formulacao de conclusoes. Homens sao divertidissimos, nao tendo uma missao explicita nesse mundo (no caso das mulheres seria ser mae, supostamente), sentem-se por vezes confusos quanto ao que fazer ou dizer quando questionados sobre o mesmo. Principalmente quando questionados por mulheres, pobres homens, cercados por duvidas sobre o que pensar ou dizer sem que parecam machistas, mal sabem eles que as maiores machistas sao, de fato, as mulheres! Inclusive eu que,acredito ter deixado claro, sou admiradora fiel desse ser tao magnifico e intrigante que e o macho de nossa especie decadente. Voltarei a discutir esse assunto mas, no momento, me encontro absorta em pensamentos por demais cabulosos para, sequer, continuar a escrever.

"Don't you know? You're the most beautiful thing there is in this planet, you're a man..."

domingo, 17 de outubro de 2010

Ceu Distante

eu era a primavera e não sabia... quando escuto o choro do vento batendo nas ondas de pais distante me da saudade das águas do sul e das lagrimas do sul. de poemas de Jabor e casas de praia abandonadas, casas de praia aonde minha virgindade repousa, onde a juventude guarda os contos de infância e o cheiro de mofo transporta o espirito de volta a inocência. Havia uma beleza ali ou era criatividade minha, quando andava pela rua cor de sol amarelo ouro, me fitava e eu avermelhando nos jardins de ouro. Desvanecida de amor cor de carmim...
a nostalgia eh a mais louvável forma de viagem no tempo, quando podemos dançar velhas musicas e beijar lábios de primeiros amores, de amores que sequer foram amores. me da uma saudade de ser Carolina, Daniela e Susana - codinomes de quem não da importância a nomes. fantasias e delírios dentro dos teus olhos verdes, lindos - tu não eh único, nem primeiro, nem ultimo - es assim eterno, duradouro, de modo que te confesso agora todos os sonhos de outrora construindo, assim, uma porta para o imaginário, infinito e lirico que existe só no meu pensamento que eh tua morada, enamorada sou eu desse teu animal enjaulado no teu corpo que tem sede da minha sede e fome da minha fome. eu me alimento com teus devaneios enquanto tu te sacias com as minhas mentiras.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

the doors must be open

Sofro agora a dor do fim de uma era, era de sonhos e amores perdidos, de aventuras inocentes e outras nem tanto assim. Agora ha pouco li todos os posts antigos e chorei como uma criança... vi que minhas frustrações ainda são as mesmas, meus medos ainda são os mesmos e, ateh os amores, me doeram... não soh a perda deles em si, mas de saudade de todas as coisas lindas que desejei e que nunca existirão, os planos que fiz que não mais persistem, dos que fiz sofrer e dos que me fizeram chorar. Acho tao triste quando chega o final de um ciclo como esse, mais despedidas, por mais que já esteja acostumada, não fica mais fácil, não doí menos, não deixa de tirar um pedaço de mim. Por isso, agora, sofro e choro por esse pedaço que fica, como se sentisse ele sendo arrancado de mim, o pedaço imaturo, ingenuo e sonhador, não cresceu o bastante pra continuar - deve ser substituído por outro mais forte e mais maduro - que a essência nunca se perca, mas a matéria agora se vai e machuca pesando na garganta a despedida da criança imatura e ingenua e sonhadora. Sigo em busca de novas batalhas, novos sonhos e, sempre, novos amores.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

back to basics

Going back to the roots of real things and true words of inspiration I realize I'm back on track following my path. When people and random situations seem to let you down, philosophy and literature bring you back to where you want to be and never disappoint you. Now I read Oscar Wilde and he speaks to me in my language, whispers the truth in my ears, telling me that pleasure is very different from happiness and some things are more precious because they don't last. Typing this makes it feel like the keyboard is in fact a piano that exhales poetry in the form of music (or the other way around). My hands feel like soft tools to be used as instruments of inspiration, I declare myself a messenger of sense and sensibility, always searching for tutors in the greats and passing on to the weak. If only one would notice and appreciate it maybe I could feel less of an incomplete but, at the same time, less unique. I claim the right to be observed and studied the same way I love to observe and study another one.

You are eyes and hair and hands, breathing through an insatiable heart. I hear your call, come out, come out wherever you are.

sábado, 24 de julho de 2010

porque eu nao vou morrer de amor

"...my birthday is coming, and if I had one wish, yeah, you'd be it. When you're around I lose myself inside your mouth, you've got brown eyes like no one else baby make it to me again and again..."

"you know something? I have always wanted to kiss you and I hate myself now because it's too late..." foi o que tu disse hoje pra mim. mas que audacia, jamais seria tarde demais... ah sim, claro, tu te apaixonou por outra pessoa, logico... da nada, to acostumada. mas, pelo menos fiz tu entender que comigo a roda gira pro outro lado, que eu nao vou ficar chateada contigo, ou te deletar do facebook por que? porque eu sou do caralho! eu sou a guria mais afude que tu ja conheceu na tua vida - sim, pelo menos tu entendeu isso e me beijou porque sabia que eu nao ia morrer de amor, que bom que tu entendeu e me abracou porque sabia que eu nao ia entender errado, que bom que tu entendeu e me levou no cinema e fugiu do resto do povo comigo, e me deu metade do teu crepe de nutella. que bom que tu entendeu que eu entendo.

entao ta, assim ficamos combinados: tu pode deitar no meu colo, pode me abracar, deixar eu dormir no teu peito, pode me contar teus segredos, pode me mostrar teus filmes e tuas insegurancas, pode me falar dela tambem (sou craque em dar conselhos pra quem amo), pode beijar meu rosto sem medo que eu tente beijar tua boca, pode me chamar de Marrrriana e falar comigo em alemao ou frances, pode ateh me convencer a assitir um filme de acao chato nao primeira fila do cinema e me deixar com enxaqueca, pode dizer que me adora mais do que todas as outras pessoas que tu conheceu aqui. eh isso que eu quero de ti, tua consideracao - e hoje tu provou pra todo mundo que por mim tem muita. que bom que tu entendeu o que nenhum outro entendeu, que bom que tu entendeu que, nao, eu nao vou morrer de amor.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Acabei de fazer amor contigo por telepatia

Vem chegando a tao esperada hora da partida. Ha anos, vinte para ser mais exata, tenho vivido intensamente cada segundo por saber que ela sempre vem, sem atrasos. Caminho pelas ruas exageradamente iluminadas e poluidas de tanta informacao. Hollywwod Blvd., Sunset Blvd., Vine, Highland, Barham, Mulholland Dr., Wilshire e tantas outras. Outro sonho realizado, outra experiencia tao bem apreciada... mesmo assim, na calcada da fama, eu sinto saudades da minha Porto Alegre boemia, das ruas da cidade baixa e dos mendigos do centro... saudades de caminhar por la e me encontrar com as pessoas que tanto amo. Nao ha duvida que sentirei falta desse lugar tambem, talvez mais do que espero mas, esse ano, me abri feito flor na primavera e as outras estacoes nao me assustam mais do que me encantam. Aprendi a apreciar o momento e nao chorar quando ele acaba, mas sorrir porque o vivi.

Entre tantos desvios e pechadas pelo caminho, eu dedico essa vida - e a proxima - as pessoas que a viveram, vivem e a viverao comigo, sempre, de algum jeito ou de outro, carrego cada sorriso, cada lagrima, abraco, beijo e tesao que dividi com todos que me construiram e me destruiram e me construiram de volta. Agradeco todos os dias por ser livre para pensar sem sentir medo, beijar sem sentir culpa, transar sem ter vergonha, compartilhar tantas mas tantas noites e tardes e dias sonhando com o que seria, o que haveria de ser EU, essa pessoa que nem eu mesmo sei pra onde vai ou o que quer ser. A hora da partida esta chegando, como todas outras vieram e mais irao de vir, essa marca um ponto final, e eu to tri afim.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Carinhoso

Meu coração, não sei por que... bate feliz quando te vê e os meus olhos ficam sorrindo e pelas ruas vão te seguindo mas, mesmo assim, foges de mim.

Foge de volta pra casa, que bonito eh estar tao apaixonada por tao doce criatura. A doçura da tua voz, tao cândida, tao profunda. As tuas costas machucadas pelo peso do trabalho (vida). Fico viajando nos teus lábios, tuas sobrancelhas perfeitamente arqueadas. A tua imensa delicadeza e ateh a tua falta de empatia, tao compreensível, tao perdoável. Nao tenho vontade de te mudar, de te fazer mais maduro, quero so observar-te caminhar pela vida e crescer como espirito. Te tenho como flor guardada dentro de um livro bom que continua cheirosa e me fazendo sorrir, mesmo já tendo decorado a historia. Quero, porem, te falar das coisas que aprendi e dividir contigo meus desejos e meus medos porque sei que parecem com os teus. Entao, sem medo, me da a mao e vem comigo aproveitar o pouco tempo que temos, vem comigo transformar esse pouco tempo em eternidade para nossos coracoes tao desiludidos mas cheios de esperanca. Vem comigo compartilhar segredos entre beijos, cancoes entre prazeres e historias entre estrelas. Vem dancar ao som do vento que nos separa e da dor que nos une.

Amo-te como amigo e como amante, numa sempre diversa realidade.