quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

boneca

Dançando nua
com o cabelo sujo
um cigarro na mão
um beijo no escuro
atire a pedra nela
atire a pedra nela

são canções de ninar
da bela estrela
iluminada pelo farol
de mil anos luz
pela Terra

tens a tristeza
de mil oceanos
e a saudade
de trezentos anos

pela rua
caminhava
enquanto o cowboy
nela atirava
com seu olhar
e a chuva que secava
as lágrimas caídas
ao lhe ver deitada

"És boneca
de mulher vivida,
és criança,
és moça esquecida..."

M.F

Vamos rasgar para costurar de novo

Melhor é dar razão a quem perdoa,
melhor é dar perdão a quem perdeu.

O amor é pedra no abismo
a meio passo entre o mal e o bem.

Os mortos sabem mais que os vivos
sabem o gosto que a morte tem.
Pra rir tem todos os motivos
os seus segredos vão contar a quem?

Quem saberá a cura do meu coração
se não eu?

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Meus olhos por 5 minutos

E as estrelas que se vão com os dias
e as tardes de verão que se tornaram vazias
eu minto para melhor ver
eu sinto para melhor ser

eu sou aquilo que quiseres
ver te quero eu
noutro lugar onde as sombras
me alcançem e me lançem
para longe do chão

e a cada passo
eu sinto que me esvaio
no tempo
perdido
da solidão

e as ruas
e as curvas
não foram em vão.

M.F.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Nola

Dizem que gato preto é má sorte.
Eu discordo e amo gatos - ontem veio um gatinho todo branco e ficou parado na frente da minha janela - seria um presságio de coisas boas que estão para acontecer ou uma forma de reconhecimento pelas que estão acontecendo?

kitty cat

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

E o tempo foi perfeito.
Impulso.
Talvez o começo de tudo.
Talvez o início do fim.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Overdose de Zeca Baleiro

É bom que seja assim, Dionísio, que não venhas.
Voz e vento apenas
Das coisas do lá fora
E sozinha supor
Que se estivesses dentro
Essa voz importante e esse vento
Das ramagens de fora
Eu jamais ouviria. Atento
Meu ouvido escutaria
O sumo do teu canto. Que não venhas, Dionísio.
Porque é melhor sonhar tua rudeza
E sorver reconquista a cada noite
Pensando: amanhã sim, virá.
E o tempo de amanhã será riqueza:
A cada noite, eu Ariana, preparando Aroma e corpo.
E o verso a cada noite
Se fazendo de tua sábia ausência.